sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Campos errantes no Potiguar Notícias

Campos errantes no Potiguar Notícias, Rio Grande do Norte.

Quem acompanha com olhar atento o panorama das artes e dos que a praticam com profundidade de intenções e pureza de objetivos, há de notar que vem aumentando a freqüência com que artistas que trafegam em outras modalidades da arte vêm se dedicando também à literatura. Não estamos nos referindo àquela longa tradição que inicialmente destaca o debate entre as artes irmãs, ou aquela acolhida nos estudos de literatura comparada sob o viés da comparação de uma literatura com outra ou outras, ou a comparação da literatura com diferentes esferas da expressão humana. Sobre isto muito já se escreveu por sinal. O que salientamos é a ocorrência, e cada vez com maior freqüência, de um verdadeiro amálgama, uma mescla da expressão artística de autores em variadas manifestações.
 
Belo exemplo de artista de múltiplos talentos é Tere Tavares que para além da pintura, pratica literatura de alta qualidade (com incursões no gênero de poesias, contos e prosa poética). Após vários livros e outras tantas exposições de seus belíssimos quadros, brinda-nos agora com o volume de textos em prosa poética que abordam dentre tantos aspectos de nossa sensibilidade e de nosso viver contemporâneo, verdadeiras pérolas de conscientização existencial. Mas que ninguém se engane quanto ao fruir dessa obra de características bastante peculiares. Não há textos ‘fáceis’, mastigados e de imediata assimilação. Demandam do leitor a cumplicidade com uma escrita cifrada em Flashes, como afirma Carlos Emílio Corrêa de Lima no Prefácio da obra: “Flashes, perfis- flashes. Um misticismo arcaico e esotérico que se fantasia de novas particularidades. ‘Captura da ancoragem’. Frases quase incompreensíveis - e o que é mais belo que isso? – em busca de psiques. A narrativa nunca é veio, mas se incorpora em forma de cantaria caligráfica, desepicentro amarelo de todas as cores móveis, água vidente de vias e rumos, tendões de água direcionada, de jatos cruzados vindos de todos os sentidos, uma nova prosa simbolista à vista da leitura, jogos pictóricos da linguagem, uma reciclagem de símbolos, uma linguagem com milhões de lados, uma poeira sonora de mitos porosos, desconexos, dos espaços regirados ao contrário do contrário”. Parece muito complexo? Não é. Passemos ao depoimento que nos dá Ornella Dina Mariani de Lecca na Itália em texto de Posfácio, síntese bastante pertinente sobre esta obra de Tere Tavares: uma “alma que está intrinsecamente imbuída de poesia, embebida a ponto de transbordar. Sua escrita é, portanto, não só prosa poética, mas poesia pura que se detém em descrições detalhadas de estados de espírito como de profundezas marinhas, concavidades e encostas e margens onde a sua heroína procura conosco a explicação de si, do seu existir em tanta luz”.
 
Destacamos nos trechos de Carlos Emílio Corrêa de Lima e Ornella Dina Mariani, algumas palavras: “flashes”, “estados de espírito” e “em busca de psiques”. Aí temos o que refletir, e muito. Nossa psicologia já admite que o nosso estado de consciência é fenômeno em continua elaboração construtiva ou destrutiva. Vivemos um período no qual o ser, entendido como unidade prioritariamente orgânica, cede lugar a complexas unidades psíquicas - com a mesma febre de criações (paixões), com a mesma monstruosidade de formas espirituais (erros, violências, mentiras), e com a mesma incerteza e instabilidade. Sim, por certo, é o que a olhos nus podemos observar. Período de monstruosas construções, repetimos. Mas por outro lado, parece emergir um lento trabalho subterrâneo de amadurecimento e de assimilação que se opera no mundo psíquico-social, dando lugar a que o equilíbrio estável e fechado do passado se precipite na revolução do modo de pensar. Não é a arte a suprema expressão da alma humana? E por qual razão o fenômeno artístico não possuiria também os seus ciclos, que outra coisa não são senão os ciclos do fenômeno psíquico?
 
Eis que, para espanto dos que não conseguem visualizar um boi se não o apalparem muito bem apalpado, surge inopinadamente – porque impositiva -, a febre da evolução e a insaciabilidade de nossa alma que são forças irresistíveis e universais, a nos impelir para mais alto. Como que uma lei invisível, que requer contínua dilatação do nosso psiquismo. Positivamente encontramo-nos em um momento em que não é mais possível fugir ao dilema: ou compreender ou se exterminar. Não estamos falando de problemas abstratos, religiosos, ideológicos ou teóricos. Mas de uma problemática social e individual concreta. Problema de vida e morte, porque nossa ignorância constitui nossa impotência, e não atinamos ainda em desenvolver uma vontade cada vez mais viril, uma inteligência sempre mais aguçada, e um coração cada vez mais sensível e aberto. Uma equação muito simples se impõe para a nossa macacada: aceitar uma vida bestial ou lutar pela civilização da humanidade. Essa a vitória ‘biológica’ que a evolução impõe nesse momento histórico. E peço desculpas aos leitores por esse desabafo virulento. Foram pensamentos como esses que se desencadearam em meu ser após ler os textos de “Campos errantes”. Querem ver? Apenas um: “Magno”.
 
"A gélida laje me traz algumas anotações desconexas, leões dormindo em árvores, caçadores à espreita, convites aceitáveis, uma frase de Simone de Beauvoir, uma inconsistência que atrapalha as formulações exitosas e a seguir desaparece. Ando ao contrário para estar no lugar certo. A perspectiva é persuasiva. Sou transitório, musical como as cachoeiras. Somente quem transmite confiança torna-se confiável. Magno luta por qualquer migalha de entusiasmo que possa captar; em si, estão presentes as leituras graduadas, as interpretações retorcidas como escadas em caracol, o brevíssimo culminar das tragédias, o argumento, o brio, as armadilhas perpétuas e póstumas de alguém que, insaciavelmente, investiga-se ou é investigado.
 
Magno transita pelas abreviaturas liquefeitas em sua derme de ostra – um traje cravado e quase inorgânico. Distingue-se pelo que pensa e desguarda-se do desastre, como o que lê num papel amassado: ‘A formosura, embora todo o seu fascínio, pesa como uma paixão consoante ao desconforto. Todas as mulheres são lindas e lidas – são a deriva e a derivação, o refúgio e o desespero, os encantos que eternizam: meros detalhes de composição, de um confrontável pensamento a circular em acordes de fôlego e talento. Precisamos de novas e inovadoras referências. Estar no padrão ditado pelos falsos autores da beleza – não é tão simples carregá-la – que nos querem atrair em seus próprios claustros: meandros subjacentes que não reconhecemos porque profundamente cruéis e ilegítimos’. 
 
Num fragmento chamado casa, Magno recebe um broto esculpido pela Lua que embala a noite lúdica. As pedras, as plantas e tudo o que vive sussurram simbologias para lhe indicarem a fecundidade que se espalha como as penas quando retiradas dos travesseiros. ‘Sou ilha irredutível e tudo me é afiançável quando colho com os sentimentos os valores naturais, os enovelamentos do farfalhar planetário. À demanda do dia e às manhãs noturnas. Emociona-me essa evidência costurada em ciclo inicial, fatídico, como se todas as coisas falassem dos distúrbios por percorrer. O sentido dessa expectativa de vida após a vida não é algo que se possa traduzir racionalmente. Sob o fulcro da razão, as únicas e impalpáveis deduções – colocando nisso as fraquezas, dogmas, polêmicas e complexidades – são as que nos permitem alcançar expansões que fogem do absoluto e do definitivo; a incansável busca é o fecho, o resquício último de alguma réplica plausível. Quando nada me socorre, me lembro de Deus. Há de me guiar o Sol ao crepitar das borboletas. E me instruir sobre como captar a estridência dos grilos’”.
 
Voltemos finalmente ao Posfácio de Ornella Dina Mariani. Forçoso concordar com ela quanto ao trabalho que a autora realizou e que “nos fala de uma humanidade melhorada por este contato íntimo com a natureza, seus segredos e suas maravilhosas protuberâncias, que chamamos árvores, mares, folhas, flores, pores de sol e, como última flor, a nossa alma. Os “Campos errantes” da senhora Tere Tavares nos levam a pensar no Absoluto, aquela verdade escrita em nosso mais potente instinto, na nossa aspiração maior que é a de subir sem limites, subir eternamente.
 
SERVIÇO
Livro: “Campos errantes”, contos de Tere Tavares. Editora Penalux, Guaratinguetá – SP, 2018, 196p.
ISBN 978-85-5833-435-8

http://www.potiguarnoticias.com.br/noticias/40242/campos-errantes-a-busca-pelo-absoluto-no-livro-de-contos-de-tere-tavares


Meus agradecimentos aos editores.


domingo, 6 de janeiro de 2019

“Campos errantes”. A busca pelo Absoluto

“Campos errantes”. A busca pelo Absoluto
Por Krishnamurti Góes dos Anjos
Quem acompanha com olhar atento o panorama das artes e dos que a praticam com profundidade de intenções e pureza de objetivos, há de notar que vem aumentando a freqüência com que artistas que trafegam em outras modalidades da arte vêm se dedicando também à literatura. Não estamos nos referindo àquela longa tradição que inicialmente destaca o debate entre as artes irmãs, ou aquela acolhida nos estudos de literatura comparada sob o viés da comparação de uma literatura com outra ou outras, ou a comparação da literatura com diferentes esferas da expressão humana. Sobre isto muito já se escreveu por sinal. O que salientamos é a ocorrência, e cada vez com maior freqüência, de um verdadeiro amálgama, uma mescla da expressão artística de autores em variadas manifestações.
Belo exemplo de artista de múltiplos talentos é a senhora Tere Tavares que para além da pintura, pratica literatura de alta qualidade (com incursões no gênero de poesias, contos e prosa poética). Após vários livros e outras tantas exposições de seus belíssimos quadros, brinda-nos agora com o volume de textos em prosa poética que abordam dentre tantos aspectos de nossa sensibilidade e de nosso viver contemporâneo, verdadeiras pérolas de conscientização existencial. Mas que ninguém se engane quanto ao fruir dessa obra de características bastante peculiares. Não há textos ‘fáceis’, mastigados e de imediata assimilação. Demandam do leitor a cumplicidade com uma escrita cifrada em Flashes, como afirma Carlos Emílio Corrêa de Lima no Prefácio da obra: “Flashes, perfis- flashes. Um misticismo arcaico e esotérico que se fantasia de novas particularidades. ‘Captura da ancoragem’. Frases quase incompreensíveis - e o que é mais belo que isso? – em busca de psiques. A narrativa nunca é veio, mas se incorpora em forma de cantaria caligráfica, desepicentro amarelo de todas as cores móveis, água vidente de vias e rumos, tendões de água direcionada, de jatos cruzados vindos de todos os sentidos, uma nova prosa simbolista à vista da leitura, jogos pictóricos da linguagem, uma reciclagem de símbolos, uma linguagem com milhões de lados, uma poeira sonora de mitos porosos, desconexos, dos espaços regirados ao contrário do contrário”. Parece muito complexo? Não é. Passemos ao depoimento que nos dá Ornella Dina Mariani de Lecca na Itália em texto de Posfácio, síntese bastante pertinente sobre esta obra de Tere Tavares: uma “alma que está intrinsecamente imbuída de poesia, embebida a ponto de transbordar. Sua escrita é, portanto, não só prosa poética, mas poesia pura que se detém em descrições detalhadas de estados de espírito como de profundezas marinhas, concavidades e encostas e margens onde a sua heroína procura conosco a explicação de si, do seu existir em tanta luz”.
Destacamos nos trechos de Carlos Emílio Corrêa de Lima e Ornella Dina Mariani, algumas palavras: “flashes”, “estados de espírito” e “em busca de psiques”. Aí temos o que refletir, e muito. Nossa psicologia já admite que o nosso estado de consciência é fenômeno em continua elaboração construtiva ou destrutiva. Vivemos um período no qual o ser, entendido como unidade prioritariamente orgânica, cede lugar a complexas unidades psíquicas - com a mesma febre de criações (paixões), com a mesma monstruosidade de formas espirituais (erros, violências, mentiras), e com a mesma incerteza e instabilidade. Sim, por certo, é o que a olhos nus podemos observar. Período de monstruosas construções, repetimos. Mas por outro lado, parece emergir um lento trabalho subterrâneo de amadurecimento e de assimilação que se opera no mundo psíquico-social, dando lugar a que o equilíbrio estável e fechado do passado se precipite na revolução do modo de pensar. Não é a arte a suprema expressão da alma humana? E por qual razão o fenômeno artístico não possuiria também os seus ciclos, que outra coisa não são senão os ciclos do fenômeno psíquico?
Eis que, para espanto dos que não conseguem visualizar um boi se não o apalparem muito bem apalpado, surge inopinadamente – porque impositiva -, a febre da evolução e a insaciabilidade de nossa alma que são forças irresistíveis e universais, a nos impelir para mais alto. Como que uma lei invisível, que requer contínua dilatação do nosso psiquismo. Positivamente encontramo-nos em um momento em que não é mais possível fugir ao dilema: ou compreender ou se exterminar. Não estamos falando de problemas abstratos, religiosos, ideológicos ou teóricos. Mas de uma problemática social e individual concreta. Problema de vida e morte, porque nossa ignorância constitui nossa impotência, e não atinamos ainda em desenvolver uma vontade cada vez mais viril, uma inteligência sempre mais aguçada, e um coração cada vez mais sensível e aberto. Uma equação muito simples se impõe para a nossa macacada: aceitar uma vida bestial ou lutar pela civilização da humanidade. Essa a vitória ‘biológica’ que a evolução impõe nesse momento histórico. E peço desculpas aos leitores por esse desabafo virulento. Foram pensamentos como esses que se desencadearam em meu ser após ler os textos de “Campos errantes”. Querem ver? Apenas um: “Magno”.
"A gélida laje me traz algumas anotações desconexas, leões dormindo em árvores, caçadores à espreita, convites aceitáveis, uma frase de Simone de Beauvoir, uma inconsistência que atrapalha as formulações exitosas e a seguir desaparece. Ando ao contrário para estar no lugar certo. A perspectiva é persuasiva. Sou transitório, musical como as cachoeiras. Somente quem transmite confiança torna-se confiável. Magno luta por qualquer migalha de entusiasmo que possa captar; em si, estão presentes as leituras graduadas, as interpretações retorcidas como escadas em caracol, o brevíssimo culminar das tragédias, o argumento, o brio, as armadilhas perpétuas e póstumas de alguém que, insaciavelmente, investiga-se ou é investigado.
Magno transita pelas abreviaturas liquefeitas em sua derme de ostra – um traje cravado e quase inorgânico. Distingue-se pelo que pensa e desguarda-se do desastre, como o que lê num papel amassado: ‘A formosura, embora todo o seu fascínio, pesa como uma paixão consoante ao desconforto. Todas as mulheres são lindas e lidas – são a deriva e a derivação, o refúgio e o desespero, os encantos que eternizam: meros detalhes de composição, de um confrontável pensamento a circular em acordes de fôlego e talento. Precisamos de novas e inovadoras referências. Estar no padrão ditado pelos falsos autores da beleza – não é tão simples carregá-la – que nos querem atrair em seus próprios claustros: meandros subjacentes que não reconhecemos porque profundamente cruéis e ilegítimos’.
Num fragmento chamado casa, Magno recebe um broto esculpido pela Lua que embala a noite lúdica. As pedras, as plantas e tudo o que vive sussurram simbologias para lhe indicarem a fecundidade que se espalha como as penas quando retiradas dos travesseiros. ‘Sou ilha irredutível e tudo me é afiançável quando colho com os sentimentos os valores naturais, os enovelamentos do farfalhar planetário. À demanda do dia e às manhãs noturnas. Emociona-me essa evidência costurada em ciclo inicial, fatídico, como se todas as coisas falassem dos distúrbios por percorrer. O sentido dessa expectativa de vida após a vida não é algo que se possa traduzir racionalmente. Sob o fulcro da razão, as únicas e impalpáveis deduções – colocando nisso as fraquezas, dogmas, polêmicas e complexidades – são as que nos permitem alcançar expansões que fogem do absoluto e do definitivo; a incansável busca é o fecho, o resquício último de alguma réplica plausível. Quando nada me socorre, me lembro de Deus. Há de me guiar o Sol ao crepitar das borboletas. E me instruir sobre como captar a estridência dos grilos’”.
Voltemos finalmente ao Posfácio da senhora Ornella Dina Mariani. Forçoso concordar com ela quanto ao trabalho que a autora realizou e que “nos fala de uma humanidade melhorada por este contato íntimo com a natureza, seus segredos e suas maravilhosas protuberâncias, que chamamos árvores, mares, folhas, flores, pores de sol e, como última flor, a nossa alma. Os “Campos errantes” da senhora Tere Tavares nos levam a pensar no Absoluto, aquela verdade escrita em nosso mais potente instinto, na nossa aspiração maior que é a de subir sem limites, subir eternamente.
Livro: “Campos errantes”, contos de Tere Tavares. Editora Penalux, Guaratinguetá – SP, 2018, 196p.
ISBN 978-85-5833-435-8

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Campos errantes



Caras amigas, amigos, leitores e leitoras,

Nestes tempos onde o valor da cultura tem sido tão questionado, nada melhor do que estimular quem produz conteúdo cultural. O escritor é um braço forte da nossa cultura. Com a nossa escrita, ajudamos a dar energia e a impulsionar as atividades culturais em nosso país. Mas contamos com o apoio de quem valoriza a Cultura e a Literatura. É por essa razão que estou apresentando meu novo livro de contos, “Campos Errantes”, publicado pela Editora Penalux, que já o colocou à venda em sua livraria
on-line. Mas aqueles que comigo comprarem o livro receberão uma dedicatória especial. Para mais informações basta me procurar pelo inbox do Facebook:
https://www.facebook.com/tere.tavares.1 ou pelo e-mail: t.teretavares@gmail.com.


Minha gratidão a todos!




sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Meus livros de contos na Editora Penalux - Super oferta

Olá amigas. amigos, leitores e leitoras.
Aproveitem a oportunidade de ter ou presentear alguém com um exemplar de meus livros de contos que estão em oferta na Editora Penalux. Não percam!

Basta acessar os links abaixo:

Vozes & Recortes:
http://editorapenalux.com.br/loja/index.php?route=product/search&search=vozes%20%26%20recortes

A licitude dos olhos:
http://editorapenalux.com.br/loja/index.php?route=product/search&search=a%20licitude%20dos%20olhos


terça-feira, 10 de julho de 2018

Como escreve Tere Tavares

Agradeço à José Nunes De Cerqueira Neto pelo convite para entrevista publicada hoje no site
"Como eu Escrevo".

Foi uma experiência nova, agregadora e feliz, responder essa entrevista José Nunes De Cerqueira Neto. Tu desenvolves um belo trabalho, um acervo para a Literatura e a Arte que abrange não apenas o Brasil, mas o Mundo todo. 
Convido amigas e amigos para leitura nesse link:
https://comoeuescrevo.com/tere-tavares/

https://comoeuescrevo.com/
Abraço a todos.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Ver se




Arte; Tere Tavares

Ver se
De si. Ramo e planta. Passou a manhã entre um pesadelo e um devaneio. Algo viera lhe embaraçar o dia. Outro de muitos em que já se vira. O que não queria que lhe acontecesse. Não dependia de seu pensar ou de seu agir. Sentia-se mínima. Aceitação: o único unguento que lhe sobrava. Esticava sua revolta sobre a perda. Sobre o zimbro, o desejo. Olhava o céu rasgado pelos edifícios. A fuligem a deixar tudo mais cinza. Irrespirável. Quase como a sua roupa de atriz. Imaginava. Como seria o depois? Cortou as unhas da noite. Evitou o sono. Por pouco, não se deixava seduzir pela morte. Que paz maior poderia haver do que uma noite em que dormisse todo o avivamento? Quanto lhe custava subsistir aos sucessivos favores! Como queria substituí-los! Quanto não suportava ver o que via! E, ainda assim, almejar a visão total. Entregando-se ao mundo quase como um Cristo. Um fio de ouro inconcluso lhe punha mais luz, e quanta no olhar: Melra. Os olhos acesos. Um desalinho. Os olhos abertos. Melra. Os olhos nos olhos. Melra. Os olhos nus. Melra. Os olhos sem final. Os olhos sem. Os olhos. Melra. Os olhos intermináveis. Melra. Os olhos originais. Melra. Os desvendados. Melra.  Os olhos sempiternos.


do livro "A licitude dos olhos" Contos - Editora Penalux 2016.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Participação na Fénix - Edição Extraordinária - Mulheres pela Paz - 2018



Meu poema de participação na EDIÇÃO FÉNIX, EXTRAORDINÁRIA DE MARÇO/ 2018 com o tema "Mulheres pela Paz" - Colaboração da FÉNIX com a ESCRITORA E POETISA ALEXANDRA MAGALHÃES ZEINER - Coordenadora DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER em AUGSBURG-ALEMANHA. Colaborei também como artista plástica nessa mesma edição em algumas páginas. Cliquem no link da Revista, liguem o som.
http://www.carmovasconcelos-fenix.org/…/PAZ-20…/PAZ-2018.htm
Carmo Vasconcelos e Henrique L. Ramalho, editores à frente dessa primorosa obra artístico-literária, meus profundos agradecimentos.Agradeço também à poetisa Alexandra Magalhães Zeiner pela parceria.
Cumprimento e parabenizo a todas e todos pelas participações.
Boa leitura.
PERCEPÇÃO E GESTO
esses galhos diluídos
nas confusas idoneidades
lembram-me dos dias negros
em que as mulheres são tangidas à estagnação
como se inscrever-se no grande livro da humanidade
fosse florir para baixo
as movimentações se executam largamente
e não imploram apenas por justiça e paz
mas por estruturas de amor
que seja consonância esse clamor
endossado por todas as consciências
é imperioso reordenar a agudeza da fala
a esterilidade do silêncio
porque no mundo
só a abrangência feminina
é capaz de assumir o tempo
e acalentar a vida.
Tere Tavares
Cascavel - Paraná - Brasil

Página 45 com o poema acima.
Páginas 59 e 63 com as pinturas "A mulher e os colibris" e "Quando as cores sonham".



domingo, 18 de março de 2018

O que é possível captar da beleza

O belíssimo Projeto "Fotos e Grafias" dirigido por Felipe Assunção e Tiago K Pereira, consiste na ideia em que o escritor convidado escolha uma foto de sua própria autoria ou acervo pessoal e elabore um texto inspirado na mesma. Agora o Projeto vem com uma novidade: oportunizar autores de todo o país submissões de seus textos (pode ser dos gêneros conto, crônica ou poesia).

Explorem a revista e aproveitem.


Aqui vão  os links de mais algumas publicação de minha autoria:

Do ardor vivo - Fotos e Grafias

Um belíssimo projeto, o "Fotos e Grafias", publica esse meu conto hoje.
E traz novas oportunidades, com submissões abertas para contos, crônicas e poesias para autores de todo o país. Parabéns e meus agradecimentos aos editores.
Boa leitura.

Clique no link para leitura e visualização:

http://fotosegrafias.com.br/2018/03/do-ardor-vivo/


https://www.facebook.com/fotosegrafiasoficial/ 

Agradeço especialmente às amigas do FB Dina Marini, Teresa Cristina e Verônica Hag pelos compartilhamentos e apreciações. 

Dina Marini 
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=933376510172416&set=a.105187966324612.9601.100005002268419&type=3&theater 

Racconto di Tere Tavares. L'ho copiato e incollato dalla sua bacheca. Tradotto col traduttore dal portoghese. Ve lo propongo perché poetico e filosofico assieme.

"Le spine a volte mi ignorano come se fossero abbastanza. Perché le spine hanno questo superbia? Non dirmi che è la loro natura, per favore. Purtroppo questa è la risposta o una delle risposte. Non voglio risposte. Perché ho bisogno di essere al di sotto della rosa? Perché? Non capisci che rosa non è sopra di te? Quello che è sopra è la rottura. La rosa che pensi sia sopra di te è più piccola di te. È per questo che ha bisogno di essere intensa e gloriosa. È la tua missione di proteggerla. E perché non posso essere almeno un petalo di quella rosa ora moltiplicata in più Rose? Non capisci che questo è il modo di nascere? È per questo che vivi? Un singolo petalo non sarebbe niente. Capire il tutto e si arriva dove è necessario arrivare con il beneficio segreto di godere del tempo che è bordo sui bordi e il colore verde. Capire. Essere foglia è la stessa cosa di essere rosa e gocce e sole e luna e universo e cosmo e Galassia. Dormi adesso. Che domani è quello di ignorarlo. Non smettere di aspettarlo"


Teresa Cristina
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=743671439169824&set=a.118533258350315.1073741827.100005809234804&type=3&theater

Tudo dito e bendito!

"Uma pétala sozinha não seria nada. Entenda o conjunto e chegarás aonde precisas chegar com o secreto benefício de desfrutar do tempo que te borda as bordas e te colore de verde. Compreende. Ser folha é o mesmo que ser rosa e gotas e sol e lua e universo e cosmo e galáxia – logos. Dorme agora. Que o amanhã é ignorar-se dele. Sem deixar de esperá-lo." !
by Tere Tavares

Bom dia!

Verônica Hag
https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=777408772459081&id=100005698950695&pnref=story

"Que é mais um dia ao longo da curva dos dias." Maravilha de néctar em forma de conto da escritora Tere Tavares

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Vozes & Recortes - contos 2015 - Editora Penalux

A escritora Adriane Garcia dispensa apresentações.
Ela, gentilmente,me enviou sua leitura de meu livro de contos "Vozes & Recortes" (Editora Penalux 2015), juntamente com essa foto em que seu sorriso encantador se deixa ver por inteiro.
Agradeço-a pelo retorno que guardo com todo carinho. 

Partilho com vocês, amigos e amigas que me acompanham nessa seara infinita e bela chamada Literatura.Deixo a todos o meu abraço e a minha gratidão.
"Tere. Finalmente dei uma adiantada na minha fila de leituras. Terminei seu Vozes e Recortes e achei interessante é diferente o seu modo de contar de seus personagens. Uma escrita rica, sobretudo poética, que no meu entender se aproxima bastante de conteúdos mágicos, da profundidade do "estar presente". Muitas vezes senti algo perto do místico, no sentido de beber da mesma fonte de Mistério da poesia. Claro, não é uma leitura fácil, mas é uma leitura que, encontrando um leitor disposto à viagem, leva a dimensões poderosas das palavras. Outra coisa que me chamou a atenção foi o ritmo. As frases curtas são cantantes.
Um beijo.
Obrigada pelo livro.
Adriane Garcia"

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Publicação no "Fotos e Grafias"

Fui convidada por Tiago K. Pereira, escritor, editor do site 'Escriba Encapuzado' e do 'projeto 7 coisas que aprendi', a participar do Projeto "Fotos e Grafias" que consiste na ideia em que o escritor convidado escolha uma foto de sua própria autoria ou acervo pessoal e elabore um texto inspirado na mesma (pode ser dos gêneros conto, crônica ou poesia).

Agradeço aos editores pela publicação.


Para leitura do texto e visualização na íntegra é só clicar no link acima.


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Meus livros na Biblioteca FENIX de Portugal

É com muita alegria que faço a apresentação desse acervo da BIBLIOTECA FENIX de Carmo Vasconcelos e Henrique L Ramalho, de Lisboa, PT, onde, por muita honra minha, estão exemplares de meus livros, dentre muitos outros autores de todos os continentes, ao dispor dos leitores.
Gratidão imensa à FENIX.

http://www.carmovasconcelos-fenix.org/Biblioteca/CV-BIBLIOTECA.htm 

Para leitura basta acessar o link acima clicar no nome dos autores! Sejamos curiosos!


Tere Tavares, escritora e artista plástica, radicada em Cascavel, PR, Brasil, autora de seis livros publicados "Flor Essência" (poesia 2004), "Meus Outros" (poesia e prosa 2007), "Entre as Águas" (contos 2011), “A linguagem dos Pássaros” (poesia Editora Patuá 2014), “Vozes & Recortes” (contos Editora Penalux 2015), “A licitude dos olhos” (contos Editora Penalux 2016), "Na ternura das horas" (Ensaios Editora Assoeste 2017) . Participa de várias antologias no Brasil e Exterior em diversas mídias. 


http://www.carmovasconcelos-fenix.org/Biblioteca/Tere-Tavares.htm  
No link acima acesso às capas das obras de minha autoria!

Há, nos links abaixo,  acesso à duas Coletâneas Literárias e à uma Coletânea de Arte, de minha autoria, em e-books, para leitura totalmente gratuita.

http://www.carmovasconcelos-fenix.org/Escritores/TERE-TAVARES/TERE.htm

http://www.carmovasconcelos-fenix.org/Escritores/Tere_Tavares-VOZES/TERE-VOZES.htm

http://www.carmovasconcelos-fenix.org/Escritores/TERE-ARTE/TERE_TAVARES.htm

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Como sabes


Agradeço à Carmo Vasconcelos e Henrique L. Ramalho por mais essa publicação.
COMO SABES
Por Tere Tavares

"Tímido como uma criança. Sou ignorante. O inverossímil em matéria de sentimentos é o sinal mais seguro da verdade." (Liev Tolstói).


Ao relevo submisso do espelho admitiu sem negações outra de si. Sem expressão de noções ou julgamentos. Sem mágoas ou amarguras, isenta de culpa por talvez destroçar-lhes quaisquer ressentimentos. Alegrou a tristeza no segmento de um objetivo ou de um objeto para tudo o que suportava. Intrometeram-se luminescências que se fecharam abertamente nos florescimentos vindos de fora. E persistiam em diversos murmúrios. Como os dias iguais a todos os dias que ainda submergiam numa loucura feliz. Um acesso exterior e nada para partilhar, apesar do convite – o temor é perdedor assíduo da indiferença – a pior forma de amor que há.
A malha da insônia seria o anzol fosforescente do corpo indefeso. Perto dali morava um cedro cinquentenário, um canto de corruíra, uma cerejeira onde alguém, com muito zelo, reservara sementes para lhe dar.
Afagou-lhe as pálpebras, os anéis dos cabelos, a face, as formas de pérola. No seu abraço permitiu-lhe o abandono seguro de quem se sente amado. Incondicionalmente. O quarto sempre à sua espera, o quadro de tulipas pousando no coração azulado entre as paredes claras, o ensejo rosado a esperar-lhe o gosto singular, lençóis de algodão perfumados de maciez maternal. Uma ingênua liberdade toldava-lhe a tristeza adormecendo para reconfortar-se no amanhã, com um sorriso corajosamente inesquecível. Sobre uma luz difusa entre singelezas de fogo repetiu como uma canoa flutuante o langor que se perdera numa erva antiga, a cantiga que previa inteira e só por aquela noite a procurara como se soubesse não tê-la. “O inesquecível é o amor que sobra. Para algumas, e só para algumas coisas, que são para sempre.”
Aqueles olhos eram loucos e surdos. E eram também aqueles ouvidos com olhos. Porque há ouvidos cegos e fragores inaudíveis com olhares: E olhos mudos e lábios olhando as profusões invisíveis ao tato. O paladar pênsil do gesto sem lábios. Olhar sápido de olivas. E oliveiras repletas de retinas tocando o sol com brumas, com mãos de vinho... “que misteriosos olfatos escondeis além de vós? Precisarei de todos os sentidos ao mesmo tempo.” Ouviu um perfume qualquer que seu coração reconheceu, tocou-o de forma irreversível na escuridão, na proximidade ausente do momento que a prendia até que surgissem os delineamentos de consciência e subconsciência, o desconhecido perguntando se poderia resumir-se. Não com uma resposta qualquer. Tampouco com o retrocesso.
Sobrava-lhe o nada para expressar o mínimo, e não expor estranhamentos a caberem uns dentro dos outros – primaveras com floradas de gelo, verões sendo outonos mornos, invernos de calor a nevar no tropeço das nuvens. As oliveiras misturadas aos sândalos e madressilvas. Flores de laranjeira deslizando pelo tempo, entre as asas dos melros, um mero truque da imaginação, a memória talvez nem sua que se seguia por séculos.
E desse olfato surdo vê a completude indefinida em fractais. Nem tão abstratos assim, a imaginação do gosto lhe saliva a boca. “Não se lembrem de Pavlov. Houve uma vez em que me dei sais. Depois açúcares. Não há nada ou talvez alguma coisa aja fora de mim. Vejo novamente quando ouço e novamente toco quando olho. Outra vez me ouço quando degusto. E novamente me alimento quando tudo se mistura nesse inesgotável recurso de meia-estação.”
Multiplicou-se com rebeldia e graça por todas as frações da luz – no colo do ar e do tempo, como as areias juvenis, fecundando-se indefinidamente em oceanos pautados por um eco outro, do outro lado. O lado de dentro.

Tere Tavares
Cascavel - Paraná - Brasil
http://m-eusoutros.blogspot.com.br/
Tere Tavares, escritora e artista plástica, radicada em Cascavel, PR, Brasil, autora de sete livros publicados "Flor Essência" (2004), "Meus Outros" (2007), "Entre as Águas" (2011), “A linguagem dos Pássaros” (Editora Patuá 2014), “Vozes & Recortes”(Editora Penalux 2015), “A licitude dos olhos” (Editora Penalux 2016), “Na ternura das horas” (Editora Assoeste 2017). Conta com diversas publicações em antologias no Brasil e Exterior. Possui publicações em várias revistas, jornais e sites literários espalhados pelo Mundo. Integra a Academia Cascavelense de Letras.

sábado, 30 de setembro de 2017

Publicação na Revista Fenix de Portugal

O elo mais forte entre os continentes:
Antologias LOGOS FENIX número 27 -Edição de Setembro/2017.Carmo Vasconcelos e Henrique L. Ramalho a quem deixo minha gratidão e felicitações por mais essa publicação. Tere Tavares Edição de setembro/2017. Para leitura da Revista na íntegra acessem:

http://www.carmovasconcelos-fenix.org/LOGOS/L27/LOGOS27-SET2017.htm
ANÍBAL
Por Tere Tavares
Quando a doce loucura de recolher-se o cinge, Aníbal vê-se navegando entre as páginas – fere-as com letras. Os joelhos dobrados: “na centralidade arrisco-me e escrevo ao gosto do que aprecio. Se me ocorrer a subtração desse direito, não haverá grandiosidade e a escrita sairá às avessas – o que poderá conferir-lhe uma beleza trivial, nunca uma beleza grandiosa. O branco, que é toda cor, deve fluir como flauta e como flecha”. Ele não entende nada de física nem de química. De imediato pensa naquele órgão submerso em seu mapa vascular, o não lugar e suas acústicas infalíveis, imaginando-se no infinito que o duplica, aplacados os olhos, como lenços imaturos que o fazem mergulhar continuamente. Porque os pequenos detalhes, normalmente, não são para todos os escribas.
É nesses momentos de harpa que Aníbal segura, no ânimo, a fisionomia inigualável de Rosália. Lembra-a sempre que atende ao seu chamado, no dia quente e imprevisto, ela, radiante num vestido de flores miúdas sobre um fundo negro, ou com outro vestido amarelo cádmio [assemelhado aos alucinantes matizes de Van Gogh], ambos de seda, escorregando nas sinuosidades do ambiente que, de algum modo, imagina eternizar, não querendo esperar como há-de ser o que não pode ser. Dizer a ela que lhe arde a negação e, talvez, não decante nunca a retrospectiva que, dia a dia, fracassa na complexidade impensada e não prevista, até que se dissolva a música que não lhe sopra outro nome, outra grafia que não a de Rosália – brotação e bulbo. “Sinto-me um mero transeunte do Tempo –acho o Tempo uma invenção; chamaram a esse vácuo desconhecido de Tempo assim como chamaram Deus ao resto do vácuo que restou. Eu resisto a tudo. Menos à amada que, infelizmente, não é minha”.
Aníbal não perde de ver-se, mesmo depois de um longo e imotivado intervalo. Nada faz com que desmorone a construção que fez de Rosália. [não recorda qual foi o inaugural elemento de que se serviu para isso; e isso não o perturba, nem lhe importa]. Rosália ser-lhe-á, por toda a vida, a alma diurna e feliz de que jamais se apartará por sentir-se inteiramente composto dentro dela.
do livro 'A licitude dos olhos' Editora Penalux/2016/SP

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Participação na 36ª Semana Literária e Feira do Livro do Sesc


Honrada por estar com os escritores que se fizeram presença nesse grandioso Evento Literário. Agradeço à Academia Cascavelense de Letras, à grande escritora de nossa História e Coordenadora do Projeto Livrai-nos Regina Sperança. Agradecimentos especialíssimos e super Parabéns ao SESC Cascavel, que sediou e idealizou  a 36ª Semana Literária e Feira do Livro, pela carinhosa recepção na pessoa de Lysiane Baldo e sua equipe.
Grande abraço a todos.