segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Livro Vozes & Recortes de Tere Tavares agora em e-book

O livro de contos "Vozes & Recortes" (Editora Penalux 2015), para muita honra e alegria minha, acaba de ser editado em e-book pelos amigos de Lisboa, PT, Carmo Vasconcelos e Henrique L. Ramalho - Dois expoentes máximos da produção e divulgação da Literatura Mundial cujas biobibliografias falam por si só.
A eles tributo toda minha admiração e gratidão.
Para leitura acessem o link desta postagem.
Carmo Vasconcelos
Membro Vitalício da International Writers and Artists Association - IWA, Toledo, Ohio/USA; Embaixadora Internacional do Movimento de União Cultural - Taubaté, Brasil; Medalha da Paz/CONINTER; Comenda Conde de Figueiró/Embaixada da Poesia; Membro Universal Circle of Ambassadors of Peace - France & Suisse; Mulher do Ano 2015/Embaixada da Poesia; Embaixadora Internacional e Imortal/AVLAC; medalha de Mérito Cultural/Curitiba - Brasil 2015; Prémio "Cultivo da Paz - Hiroshima 70 Anos", do Movimento União Cultural; Comenda da Embaixada da Poesia/AVLAC;Honra ao Mérito "Carlos Drummond de Andrade" (AVLAC); Mérito "Prata da Casa" da AVLAC;PrémioS ZAP 2009/2010/2012/ 2015 - pela Presidente do Projeto "ZAP", Elizabeth Misciasci; Académico Correspondente e Membro Honorário da Academia Pan-Americana de Letras e Artes-Rj-Brasil; Académica Imortal da Academia da Cultura Internacional da União Cultural, titular da cadeira número 7. Académica Imortal da Virtual Academia Poética Brasileira (como representante de Portugal);Prémio "MULHERES QUE TECEM O MUNDO" - Movimento União Cultural/2017
Henrique Lacerda Ramalho.
Coronel de Infantaria/Ref, integra vários Sites, Grupos Literários, e Redes Virtuais. Criador e WebDesigner das Antologias Culturais LOGOS e das Coletâneas de Arte e Literatura (Individuais) do seu site FÉNIX; WebDesigner da Revista Cultural eisFluências;da Revista LITTERAMUNDO do Movimento de União Cultural;da Antologia Internacional da Academia dos Poetas Acreanos;das Antologias "Mulheres pela PAZ" (Ausgburg- Alemanha)2015 e 2016. É Membro Vitalício da International Writers end Artists Association - IWA, Toledo, Ohio/USA; Supervisor Embaixador Internacional e ACADÊMICO IMORTAL DA ACADEMIA DA CULTURA INTERNACIONAL do Movimento União Cultural, titular da cadeira número 4 (Taubaté, Brasil); Medalha da Paz/CONINTER; Comenda Conde de Figueiró/Embaixada da Poesia; membro Universal Circle of Ambassadors of Peace; Prémio "Cultivo da Paz - Hiroshima 70 Anos", do Movimento de União Cultural; Comenda da Embaixada da Poesia/AVLAC; Honra ao Mérito "Carlos Drummond de Andrade" (AVLAC);Mérito "Prata da Casa" da AVLAC; Académico Correspondente e Membro Honorário da Academia Pan-Americana de Letras e Artes - RJ - Brasil.

domingo, 30 de julho de 2017

Participação na 26ª ANTOLOGIA LOGOS DA FÉNIX - JULHO 2017

Minha participação na 26ª ANTOLOGIA LOGOS DA FÉNIX - JULHO. 

Gratidão à Carmo Vasconcelos e Henrique L. Ramalho (de Lisboa) pela sempre amável recepção.



TEMPO DE LÍRIOS

Por Tere Tavares
E nem era primavera. Ajustou as meias e os cordões dos sapatos. O tom flamingo se espelhava em cada partícula da paisagem. Dialogando com as abstrações, o instinto persistente da consciência desprovido de qualquer disfarce. As formas brancas, curvas, de centros amarelos e perfumes inolvidáveis permaneciam num emudecido encontro com tudo. A intolerante pergunta era só mais um pássaro entre outros dez mil pássaros pousados em suas vestes. Porque tudo é encontro? A partir dali não haveria brisa.
Reconheceu de imediato o desassossego entrelaçado das árvores. Chegara, finalmente. E era como se também tivesse chegado o ardor pulsante do que não se extinguiria.
Quem sabe do regresso, quem pode dizer sobre o que parte e acorda da sombra, da saga vulgar dos impulsos, das substâncias e rupturas floridas da ilusão que, a cada irromper do amanhã, desprezam algo de si mesmas? Desabrochar é um vício necessário. Do espírito.
Haveria de se perder tantas vezes quantas fossem sublimadas as suas forças. Tinha a impressão de levar consigo mais do que lhe era possível.
Soprando de um lugar ignorado um retalho igualmente irreconhecível debruçava-se sobre a nudez da claridade – a segregação de tudo quanto era conhecido e tênue. “Talvez não fosse eu” disse sobriamente.
Tudo parecia se materializar a despeito das folhas caídas e dos anseios impacientes. No jardim, no instante lento e perplexo do luar, nem o pai, nem o irmão, nem os filhos. Só uma crédula brancura. A que, irredutivelmente, colhia na sinuosidade do próprio rosto.

domingo, 11 de junho de 2017

Bradha

Bradha
Era linda como o canto dos pássaros refletido nos rios. Deliciava-se no calor das tardes em que lhe coube a doçura de um invólucro sem imperfeições. Era mais que o silvo sedento de um ser conflituoso, como naquele dia em que ousou confiar num sentido esquerdo, terna como os anjos que, displicentemente, lhe sopravam segredos que lhe escorriam do rosto feito um poema recém-nascido. Ela não se pertencia. Não tocava a realidade com o porquê buscado, e o buscado porquê de haver chorado um mar sendo apenas uma gota agudizada.


E ali deitar outra impossibilidade, outra tolice impensada. “Superar menina. Superar. Que a vida é dos saberes e não”. Ela não lavou os cabelos. Protegeu os ouvidos com o improviso – o ar frio tem lá seus caprichos, o frio artificial é ruim como tudo o que é artificial. Por vezes o conforto gera o seu oposto. Há que saber do inconsciente das poses e das posses. A natureza não aceita interferências ou excessos sem cobrar a conta. Inércia foi tudo o que lhe restou naquele não dia. Era uma mulher de sorte. Afinal, delgada é a linha entro o acerto e o tropeço. 

A partir do original publicado em:

sábado, 10 de junho de 2017

Do que o círculo ouve

Rosa Oceânica - Arte By Tere Tavares

Do que o circulo ouve

Elbiah não deixa nunca de finalizar a frase antes que o sono chegue.  Na sincronia do mar, sua alma navega como uma canoa subtraída que, talvez, pouse numa praia inóspita e resgate uma aurora a descer com sonhos e impaciências no compasso em que dançam as ondas. Como se esperasse acostumada à ausência, Elbiah agarra-se no sargaço que escurece a orla, suporta maresias e ventos como um carinho gestado impregnando a pele das pedras. No engodo de suspender-se, deixa-se ficar com o fervor dos veleiros esquecidos, chamados uma mulher de sorte ou desejos ou cavalos de ébano: “não me furtei de ser-te o sonho infuso nem de sonhar-te. Chegarei a tempo de roçar as chuvas e aclarar-me nos teus gestos”.
(Originalmente publicado na revista "Escritoras Suicidas" de Outubro/2016
http://www.escritorassuicidas.com.br/edicao52_4.htm#teretavares52

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Universidade Estadual de Maringá - Tere Tavares - Centro de documentação de literatura de autoria feminina paranaense.

Universidade Estadual de Maringá - Centro de documentação de literatura de autoria feminina paranaense.
A UEM, desenvolve estudos e registros de obras de Escritoras Paranaenses, num projeto ousado e inovador. Parabenizo à Instituição, à coordenação e às diversas colaboradoras que, com esse magnífico trabalho dão visibilidade e valoração às diversas Autoras de livros do Paraná de todos os gêneros literários .
Congratulo-me com todos e agradeço a honra de estar incluída nesse projeto.
A quem se interessar sobre o assunto, acessem direto do portal da UEM os diversos links abaixo que trazem nome, obras, alguns textos das autoras, dentre outros detalhes importantes.

sábado, 27 de maio de 2017

Concorre ao Prêmio Oceanos: A licitude dos Olhos - de Tere Tavares - Editora Penalux - SP

Um dia bom com essa boa expectativa. "A licitude dos olhos" (contos Editora Penalux 2016) de minha autoria, está entre os concorrentes do OCEANOS - Prêmio de Literatura de Língua Portuguesa.


BOA NOTÍCIA. Saiu a lista dos inscritos para concorrer ao Prêmio Oceanos 2017. A Editora Penalux colocou mais de 80 títulos do seu catálogo no páreo. Estamos na torcida para que consigamos passar para a próxima fase, colocando, pelo menos, um dos nossos entre os 50 títulos semifinalistas.

Conto publicado na Antologia Logos Fenix de Maio 2017



COMO RENUNCIAR AO ESPETÁCULO
Por Tere Tavares



“Eu tenho uma surpresa para você. Não posso contar-te agora. Aguarde até amanhã”. Dizia-lhe o rio que sustentava uma pequena embarcação, de mastro curvo, exato para o tamanho daquela criatura oculta na vela, na formulação evasiva das águas.

Felícia viu-se rindo de quando não lhe foi possível aprofundar-se, de quando o exílio a visitou. Como não reparar num destino tão distinto? Ela correu para ganhar alguns minutos com os lírios, camélias e açucenas. As borboletas e as joaninhas. As salvínias nos canais. Os ninhos nas árvores frias, dormidas, sonhadas.

Embora as controvertidas investidas do “não faça isso” ou “faça aquilo” Felícia partiu. E da sua tempestiva decisão nasceu-lhe também a germinação inigualável. Sua mínima felicidade. Prosseguiu levando-se, por vezes, arrastando-se sobre o que a fazia viver, superando-se diante da contínua obrigação de eriçar plumas. Tinha para isso as ferramentas e os atalhos – crucialidades que lhe eram fornecidas sem nenhuma facilidade, como pausas a durar por séculos, embora se perfilassem como apoios para que Felícia pudesse, com a habilidade das águias, tornar mais leve o que lhe acontecia.
“O amanhã se faz hoje, então eu te revelo alguma coisa. Aprimorar o método Felícia. Polir o espírito. Enfrentar os erros, sucessivamente. Formar teu próprio rio menina. Refletir, Felícia. Descobrir. Descobrir”.

Tudo se passava entre o pensamento dela e a subversão pretérita. Inclinada sobre o fio da consciência, Felícia não atinava se o rosto que aflorava disforme, devido ao remoinhar das águas, era o que lhe cabia. Ela via o tempo – ele igualmente um rosto estranho e refluente – como uma invenção, uma rocha repleta de rachaduras e reentrâncias ignoradas, porém, tinha certeza de que o contava e o queria mais extenso, mesmo que para sofrer e enfrentar, outra vez, os enovelados rumos que se iam decepando à sua frente, em fixações amorfas, capturadas por uma visibilidade abstraída [e pela vigilância dessas visões algumas histórias compunham rostos e, posteriormente, máscaras, insignificâncias e rodeios] como se pudesse, com os próprios dentes, deter as interrupções, a singularidade.

Disse-lhe o rio numa segunda oportunidade: “Pois que torceste as chaves com distração quando deverias ter usado a prudência. Porque é preciso estar atento infinitamente Felícia, porque é preciso dar cores às cinzas – porque D-eus”.
Ela olha. O sorriso preso nos olhos. Não o permite a quem lhe estende a profundidade abissal. Sequer estende a mão aos que, de alguma forma, socorreu. Resta-lhe o ardil das lobas que, ilegítimas, retornam às tocas, vomitam a salvação aos seus sucessores, e, a seguir, ascendem, decepadas, numa ausência de coerência explicada somente pelos ossos à mostra, ao final de tudo.

Tere Tavares
Cascavel - Paraná - Brasil

Tere Tavares, escritora e artista plástica, radicada em Cascavel, PR, Brasil, autora de seis livros publicados "Flor Essência" (poesia 2004), "Meus Outros" (poesia e prosa 2007), "Entre as Águas" (contos 2011), “A linguagem dos Pássaros” (poesia Editora Patuá 2014), “Vozes & Recortes” (contos Editora Penalux 2015), “A licitude dos olhos” (contos Editora Penalux 2016). Participa de várias antologias no Brasil e Exterior em diversas mídias.


Grata Carmo Vasconcelos e Henrique L. Ramalho de Lisboa, PT, por mais essa belíssima edição.Abraços transatlânticos.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Publicação de meus poemas na DiVersos - Poesia e Tradução - de Portugal para o Mundo

Da boa nova recebida em Março de 2017:
Fundada em 1996, a "DiVersos - Poesia e Tradução" completou 20 anos em 2016. Foram publicadas as edições 24 e 25 para marcar esses tempos pela "Edições Sempre em Pé" de Portugal, sob a coordenação do editor José Carlos Marques e Equipe.
Honrada e agradecida pela inclusão de meus poemas na edição 25 que encerra a evocação do vigésimo aniversário de criação da grandiosa "Diversos- Poesia e Tradução" (publicação que já conta com vinte idiomas)- uma das mais completas recolhas literárias que tive a oportunidade de conhecer.
Contato para aquisição de exemplares: 
contato@sempreempe.pt
www.sempreempe.pt 

Gratidão imensa à Edições Sempre-em-Pé e à Equipe. 


Nessa comemorativa Edição da "DiVeros - Poesia e Tradução"-, houve a participação de três poetas brasileiros. Eu inclusa! Deveras animador isso! No mínimo. Numa das fotos que postei, pode-se ver os tantos idiomas que já constaram da "DiVersos- Poesia e Tradução". E são muitos. É uma das Publicações Literárias mais completas que já tive oportunidade de conhecer. 
 

terça-feira, 14 de março de 2017

Panorama das Artes Visuais de Cascavel


Convido a todos(as) a prestigiarem essa Mostra, que conta com a participação de 81 artistas, eu inclusa com duas obras.. A Abertura é hoje, 13 de Março às 19:30 horas. Gratidão aos integrantes da Semuc- Secretaria Municipal de Cultura de Cascavel, pelo empenho e organização.

A exposição prossegue até o dia 26 de abril. Visitem. Prestigiem os artistas da Casa.
Agradeço imensamente e parabenizo a todos que tornaram esse evento possível. Haja Arte! Haja Vida!

Uma publicação transatlântica de meu trabalho literário

Honrada e agradecida ao António Carlos Ferreira Vitorino, por essa bela edição, com participantes de vários países, um presente inesquecível. Debaixo do Bulcão
Para leitura basta acessar o link abaixo. 
Estou na página 6, com o conto "O Homem invisível" do livro "A licitude dos olhos" contos, Editora Penalux 2016

ANTOLOGIA LOGOS/FÉNIX ESPECIAL DE MARÇO 2017 - MULHERES PELA PAZ (AUGSBURG/ALEMANHA)




DIA 8 DE MARÇO - DIA DA MULHER - ANTOLOGIA LOGOS/FÉNIX ESPECIAL DE MARÇO 2017 - MULHERES PELA PAZ
(AUGSBURG/ALEMANHA) - COM 315 PARTICIPANTES

Para ler cada minúcia, há mulheres lutando dia após dia, há poemas e pinturas, há vida!

Gratidão Carmo Vasconcelos e Henrique L. Ramalho. Parabéns pelo vosso valoroso trabalho. Bem-haja!


Estou nas páginas: 09 - 21 - 28 - 36 - 46 - 50 - 57 - 62 - 68 como Artista Plástica, e, na pagina 66, como Escritora.



http://www.carmovasconcelos-fenix.org/LOGOS/PAZ-2016/PAZ-2016.htm 









PORQUE SOMOS A ANTECIPAÇÃO DOS BERÇOS

Tere Tavares


Quando o céu se tinge e tange o silêncio e o Sol chove no horizonte.
Subtraem-se as misérias. Salientam-se as consciências.
Divinizam-se as esperanças.
Ascendem-se mãos sem escusas.

Desculpas ao pássaro velho e ao velho pássaro.
O céu é anônimo ainda que navegado com suas asas.
Isso não o reduz. Rediz-lhe somente o quanto há de farrapos por recolher.

Somamos na feminilidade as dobraduras do ar.
Como um livro que nos lê às escuras.
Transborda-nos um sorriso que enseja uma haste de imensa paz.
[Para o ser basta a folha]

E nós, florescimentos que são Terra sempre, transmutamos em hino o lamento.
Cultivamos um colorir de olhares insubmissos.
Um recolher-se na árvore mansa mesmo que em solo estrangeiro.
Com a lisa ilusão de que nem tudo é ilusão ou voos com falhas.
Fazemos do que nos habita nosso próprio meio de tráfego no Mundo.

Porque sabemos a ventres.
Porque somos Mulheres.

Tere Tavares
Cascavel - Paraná - Brasil
meusoutros.blogspot.com.br


Tere Tavares, escritora e artista plástica, radicada em Cascavel, PR, Brasil, autora de seis livros publicados "Flor Essência" (poesia 2004), "Meus Outros" (poesia e prosa 2007), "Entre as Águas" (contos 2011), “A linguagem dos Pássaros” (poesia Editora Patuá 2014), “Vozes & Recortes” (contos Editora Penalux 2015), “A licitude dos olhos” (contos Editora Penalux 2016). Participa de várias antologias no Brasil e Exterior em diversas mídias.