sábado, 29 de novembro de 2008

A frase de efeito de hoje


Extraio sumos do extinto.
Limito a procura ao escuro que me instiga.
Novamente lembro,(coisas do intuitivo)
Tenho alguma palavra,
outras aberturas além de alguma palavra.
Toda visão de não estar neste comércio de palavras.

Minha cabeça mexe, excede o pronome,
o pré-nome que espero;
o exame da íris no ermo das páginas.

Visto o que subsiste,
engulo um pão-de-queijo, um vestígio,
e, guardiã, perfuro a folha de rosto.

3 comentários:

Lu Cavichioli disse...

OLha Tere, seus poemas instigam nossos sentidos.
Você é genial com as palavras, e tua poesia sempre enaltece a nova literatura.

Grande beijo, de ir e vir, do sempre convívio.

Lu C.

neo-orkuteiro disse...

Ainda sob os múltiplos efeitos de sua frase de hoje, venho parabenizá-la, Terê, por mais este feito. Essa neutralização de "visto" aproveitável em ambas as leituras (presente de vestir ou particípio de ver) é demais.

Madalena Barranco disse...

Tere, querida,

Obrigada pela linda mensagem com que me presenteou no blog!! E aqui estou para viajar em tua poesia que com nomes ou sem, mostra a verdade e a fantasia de forma ímpar em cada verso.

Muitos beijos.