sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Quando andar é meditar


A partitura  se expandia pela claridade dos caminhos. Algo de um comportamento sério, introspectivo, contrastava com os lilases e amarelos. Viam-se duas pessoas difusamente compenetradas caminhando, mais por obrigação do que por prazer. Pareciam tristes. Melancólicas. Talvez por perceberem que o tempo lhes havia escoado pelas faces sem permitir-lhes maiores momentos de completo esquecimento. Isso agora pouco importava. A partir dali decidiram ser como aquela criança saltitando descontraidamente à frente, com o mundo todo por percorrer. Eles eram brasileiros, descendentes de uma Europa falida, herdeiros de um país gigante (?) e eram você.

Foto da autora

5 comentários:

Madalena Barranco disse...

"Momentos de completo esquecimento" "saltitando como crianças" - ahhh, Tere querida, que coisa boa me fez sentir seu texto!

Beijos, com carinho
Madá

Maria João disse...

É mais fácil caminhar, quando o futuro saltita à nossa frente, muito embora nos pese nos ombros uma força a atrair-nos para o chão.

Um beijinho, Tere

Salete Cardozo Cochinsky disse...

Somos brasileiros transeuntes, herdeiros de civilizações milenares, que como um pêndulo, tais civilizações movem-se, hora para frente, hora para traz, no sentido relógio.
Civilizações das quais entre as heranças, provoca almas melancólicas e alegres, plenas de projetos.
Quem dera sempre podermos olhar para o horizonte de nossas almas infantes e vê-lo expandir-se pela confiança.
Caminhemos, pois como essas crianças que existem, vivem em nós.
Parabéns Tere,
Beijos

manuela baptista disse...

eles são eu
e os outros somos nós

tanta Europa para quê?


grata pelo seu comentário no meu blog!

um abraço

manuela

antes blog do que nunca! disse...

"ser como aquela criança"...é um sonho magnífico, que todos deveriam realizar :)

Beijo,
Luísa