terça-feira, 19 de abril de 2011

De um pensar contemplativo


Nada se reflete além da mansidão
Das emergências vazias.

Hoje é um dia importante
Não mais importante que outros dias.
Tropeços vivos, possíveis de entrar mim.

Vejo a gratidão pulsando. Mãos cálidas.
Para o que é certo a estranheza menos clara.

Agora sobre tintas e músculos saciados:
no alheamento desta solitude que arrebata meu espaço,
nunca senti minha pobre alma tão distinta alma.
Por que Eu? Por que a graça de rodar sobre isso?
À nudez da minha procura douro algum nascimento.

Meu mister traz plurais agilidades.
Também posso afagar meus tigres.
E Deus é os meus olhos no mar.
Dá-me, liquidamente, mais.

E o silêncio é Deus.



Poema do livro "Meus Outros"
Foto da Autora

5 comentários:

AC disse...

"E o silêncio é Deus."
E a nós cabe-nos senti-lo e interpretá-lo.

Belo e profundo!

Beijo :)

Salete Cardozo Cochinsky disse...

Tere, querida
Cada frase expressa a gratidão, em sua sensação de plinitude, de bem-aventurança, da reverência ao ser.
Lindo, lindo, deixa uma sensação agradável de suavidade e leveza.
Beijos,
Bom e festivo feriado.

Djabal disse...

em meua sonhos, o tigre e o mar sempre andam juntos, e nem sempre em begala, como nos contos daquele inglês louvado, mas na sabedoria e na verdade. agora os encontro com o silêncio e o espírito, fazendo uma bela composição apaziguadora. meus parabéns, como sempre. beijos.

antes blog do que nunca! disse...

...e o poema incita a olhar para si...para as suas palavras que proliferam reflexões.

Tão belo.

1 Bj*
Luísa

Tere Tavares disse...

Agradeço os vossos ecos que me chegam em nuances de céu!

Beijo em cada um(a).