sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Livro Campos errantes - de Tere Tavares


Meu livro "Campos Errantes"- Contos - Editora Penalux, publicado em Dezembro de 2018, continua me dando muitas alegrias e incentivo.
Hoje publico uma leitura que recebi de Francisco da Cunha e Silva Filho:
Campos Errantes
"Os contos me impressionaram muito por dois motivos: a linguagem de uma originalidade rara, e a forma de elaborar histórias sem praticamente enredo do tipo tradicional e linear. É um livro inovador e muito difícil, por conta do refinamento da linguagem que atordoa pela beleza poética e pelo vigor da dimensão de cunho ensaístico, mesclando harmoniosamente ficção, poesia, pensamento filosófico e elementos visíveis de artes afins. É uma obra de muito valor literário, mas com acesso a um nível sofisticado de leitores. Uma parcela muito considerável dos contos, ou senão em todos os contos se estrutura em cima de pensamentos e ideias de viés filosófico. O livro é recheado de citações explícitas e implícitas - formando uma cadeia poderosa de elementos intertextuais. Eu diria que seus contos, vistos pela linguagem em que foram urdidos me dão uma sensação, no seu todo ficcional, de estar lendo poesia da melhor qualidade. A sacada melhor para uma aproximação do entendimento de toda essa complexificcão narrativa seria pelo caminho conjugando os aportes estratégicos da hermenêutica e da filosofia. Toda a leitura das narrativas nele enfeixadas não poderia dispensar o concurso interdisciplinar dada a recorrente natureza opaca do seu texto. Pervade o texto inteiro sob o signo da metanarratividade. Ou seja, nāo se concebe a leitura dos textos sem uma atenção concentrada na trama da linguagem. Toda essa ficcionalidade se constrói tendo os recursos retóricos metalinguísticos e estilísticos numa proposta de literatura ficcional de rupturas de linearidades e simetrias datadas. Para entender sua ficcionalidade é necessário um pacto de captabilidade entre o repertório do leitor e a tentativa de resistir ao caráter da singularidade textual até que alguma cumplicidade possa ser lograda. Vontade tenho de examinar todas as virtualidades disponíveis a um exame rigoroso e com instrumental à altura da magnitude dessas narrativas perturbadoras intelectualmente falando.
Um abraço
e os
parabéns
preliminares a uma leitura que pretendo refazer mais tarde. Abraço, minha estima Tere Tavares".
Francisco da Cunha e Silva Filho
Pós-Doutor em Literatura Comparada (UFRJ). Doutor em Letras Vernáculas (Literatura Brasileira, UFRJ). Mestre em Literatura Brasileira (UFRJ).
Francisco da Cunha
, toda minha gratidão pelo tua leitura e teu olhar. Fraterno abraço.

 

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Texto cheio de possibilidades - Tere Tavares

Do que precisamos para decifrar com precisão.

E chamaram vida o que já não era. Naquela manhã desguarnecida a cidade rodeada de anjos impulsionava estranhezas nos quadrantes das janelas. Flora caminhava como a mulher elegante caminha. Portando a leveza que o verão lhe permitia. No perfilar das passagens a sutil particularidade do que não se eliminava antes que adentrasse a escuridão e os rumores acordassem mais intensos como os braços tensos da penumbra. A precipitação que não vinha nem revelaria que tudo poderia definhar.
Texto do livro de ensaios "Na ternura das horas" 2017. Edição da autora.

Sobre esse texto disse o escritor e administrador do grupo "Contos entre paisagens"::
Geovane Fernandes Monteiro, "Texto cheio de possibilidades de investigação, aproximações, erros e acertos, como costumam ser seus textos, 
Tere Tavares
 Um trecho apenas? Bom , eu o li como um todo qual os textos curtos de Marina Colasanti!"

Obrigada pela leitura Geovane Fernandes Monteiro. 

1

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Resenha ao livro Vozes & Recortes "FLUIDEZ E SENSIBILIDADE EM TERE TAVARES"

 



FLUIDEZ E SENSIBILIDADE EM TERE TAVARES

por Luiz Otávio Oliani*
"O tempo não se rende aos acontecimentos - não existe o tempo certo, senão a incerteza de tudo.”
Tere Tavares, p.35
No prefácio ao livro “Vozes & Recortes”, de Tere Tavares, Guarantiguetá, São Paulo, Penalux, 2015, o poeta e jornalista José Maria Alves Nunes, elenca a prosa da autora como "escrita refinada e instigante". Então, conclui que a contista usa um olhar muito particular, uma janela própria, através da qual escreve sobre o mundo, de forma íntima.
Trata-se de obra sem obviedades e sem verdades absolutas. Segundo o prefaciador, esta última característica é recorrente às obras dos grandes clássicos da literatura mundial.
Os contos de Tere Tavares são imagéticos, metáforas puras. Na abertura do livro, no texto inicial que é "Alma de papel e tinta", a poesia desponta quando "(...) tenho o direito de sonhar. (...) A realidade parece inacreditável", p.15.
Oderp sabia que "A sensatez é o arranhão mais espesso e menos distante da profundidade que a tudo ondeia e unge, "p.17, e que os "livros são como pássaros que (...) sonham vagar indefinidamente pelo céu, esquecidos de se curvarem",p.17.
Assim, a contista imprime poesia pura em seus textos.
Como escrever assim? Como levar metáforas, hipérboles prosopopeias, antíteses, metonímias à prosa, sem que se torne algo inadequado? Se escrever é um dom, Tere Tavares o possui, pois realiza tal tarefa magistralmente.
Geralmente, os contos de Tere Tavares não têm personagens explícitos, como se vê nas narrativas tradicionais. Vez ou outra, um substantivo próprio, uma menção, pois nessa narrativa as elucubrações ou são em primeira pessoa, ou ocorrem por conta de situações, fatos, pensamentos e reflexões.
Aproximada a um estilo de Clarice Lispector e Virgínia Woolf,
Em “Apenas", p.23, a voz que salta da prosa é de um pássaro a viver liberto, sem grades. Em prosa delicada e metafórica, diz que "(...) o tempo é como uma cálida rosa",p.24, e "(...) é preciso saber do solo antes de alcançar a amplitude absoluta do céu", p.24, são exemplos da verve metafórica da autora.
Ao lembrar um fragmento do poema Motivo, de Cecília Meireles, "Não sei se fico / ou passo", canta Tere:"Não diviso se sigo ou me divido. Sou um sol que nasceu no ocaso, na ebriedade de sentir-me leve como as pedras. Queria ser mel ou vinho para não perecer", na abertura do conto "Lentamente", página 49.
A contista humaniza uma personagem, transformando-a em metáforas puras, na página 53: "Maria é a leitura amorfa e diluída entre os muros, os murmúrios, os amores (...) Maria é a razão que não retrocede dos silêncios repercutidos consigo", entre outras passagens.
Desta forma, "Criar e se des-pertencer, sair da zona de conforto, ou de confronto, a formosura tola das coisas",p.83,no conto "Porque é bom ser alado", e é bom ler Tere Tavares.

*LUIZ OTÁVIO OLIANI cursou Letras e Direto. É professor e escritor. Em 2017, a convite de Mariza Sorriso, representou o Brasil no IV EPLP em Lisboa. Participa de mais de 200 livros coletivos. Consta em mais de 600 jornais, revistas e alternativos. Recebeu mais de 100 prêmios. Teve textos traduzidos para inglês, francês, italiano, alemão, espanhol, holandês e chinês. Publicou 14 livros: 10 de poemas, 3 peças de teatro e o livro de contos “A vida sem disfarces”, Prêmio Nelson Rodrigues, UBE/RJ, 2019. Recebeu o título de “Melhor Autor Apperjiano 2019” pelo conjunto da obra. Em 2020, teve poema publicado nos Estados Unidos da América, na Carolina do Norte, em Chapel Hill, na coletânea internacional “VII Heron Clan”, a convite de Todd Irwin Marshall.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Fortuna Crítica ao Texto "Estro" de Tere Tavares

 

"Estro"
Um Texto de Tere Tavares, publicado a partir do original, na Antologia "A arte pela escrita VIII" ( 2015 - Editora Mosaico de Palavras - Portugal).
Comentário do professor, Francisco da Cunha e Silva Filho, (21.01.20)
O texto inicialmente citado, por si mesmo, indicia o que nos vem pela frente no tocante a um texto maravilhosamente literário, no qual as palavras parecem brotar da infinitude das possibilidade da escrita. A Isso chamaria de originalidade que, na verdade, é um somatório do talento e uma ficcionista com as leituras profundas e variadas em diversos campos do saber humano, inclusive, não podia omitir, do campo da pintura. Esse texto se situa entre uma prece arreligiosa uma passagem (um "morceau", como diria um francês) do que seja um dos sentidos da vida de um(a) escritor(a): viver pela linguagem, a vida, e viver com o amor aos livros e sobretudo pelo devotamento abissal à Literatura tratada com todo o carinho e o "prazer do texto" a ser elaborado por autor(a). escritor(a) de valor inquestionável. Não sou profeta da crítica literária. Todavia, lhe posso afirmar sem medo de quase errar, que V. é verdadeiramente o que se pode chamar de ficcionista, i,e., de uma escritora que cria a sua voz de narrador - fusão do autor com nome de registro em cartório e com um nome que apenas pertence ao domínio da complexidade do gênero literário, ou seja, da conjugação da competência linguística" e da "competência literária," (AGUIAR E SILVA, Vítor Manuel de. Competência linguística e competência literária - Sobre a possibilidade de uma Poética Gerativa, Coimbra: Livraria Almedina, 1977). Queria me alongar mais neste comentário preliminar. Contudo, apenas renovo um julgamento prévio: seu texto é, reitero, e fusão harmoniosa entre duas modalidades literárias: a prosa e a poesia. Sobre a referencialidade da matéria humana, diria que é só por mero acaso que nascemos com a tendência à criação literária, artística ou científica. Muitos escritores sofrem a influência de seguir a mesma opção do pai ou da mãe, provavelmente pelo mimetismo de um lar, por exemplo, em que o pai ou a mãe são escritores e dispõem de uma boa biblioteca e, além disso, vivem uma infância e adolescência com eles, e, neste caso, é possível haver a eclosão dessa inclinação às mesmas áreas do saber do pai ou da mãe. Retorno, após essa digressão, ao tema nuclear do meu comentário, A beleza do que nos vem de um texto como esse, cara escritora Tere Tavares, - pode-se constatar até por um leitor comum ou médio culturalmente. No mais, tanta coisa a dizer sobre a linguagem lidimamente sonora, como as suas aliterações inconfundíveis e na forma como a sua voz narrativa (autor textual) se desdobra numa espécie de ficcionalidade filosófica. Já para mim é o bastante para consagrá-la como uma escritora brasileira que nos fascina como o faria a leitura de um poema ou de um texto em prosa de um Fernando Pessoa (1888-1935)) ou de um Drummond (1902-1987) e de tantos outros poetas e ficcionistas Meus parabéns! Muito sucesso na sua vidas pessoal e literária.
Francisco da Cunha e Silva Filho
Pós-Doutor em Literatura Comparada (UFRJ). Doutor em Letras Vernáculas (Literatura Brasileira, UFRJ). Mestre em Literatura Brasileira (UFRJ).


Eis o texto para leitura:
Estro
“Há um Silêncio enorme em nós que nos chama acenando, e a entrada neste Silêncio é o começo de um ensinamento sobre a linguagem do céu. Porque o Silêncio é, em si, uma linguagem de profundidade infinita, mais fácil de entender porque não contém palavras, mais rica em compaixão e em eternidade do que qualquer forma de expressão humana. Não há nada no mundo que se pareça tanto com Deus quanto o Silêncio.” - Mestre Eckhart de Hochheim
Não sei se fecho os olhos reservando-me num ruído onde os casulos não vibram. Sou uma canção que navega impérvia na espessura do limbo, uma erva errante que sucumbe sobre as pedras, isenta da sabedoria das vindimas e dos favos.
A angústia é uma grade invisível, um anseio por gotas e fogo que me desarma. Com esse diminuto par de luas quero silenciar o incêndio, a água, os fins, o eriçar das épocas.
A voz do que amo é um sorriso, um salvamento que se dissipa para desordenar-me. Minha pele é uma canoa que guarda o momento de ser nascente e rio e mar e foz. Algo é brisa e é renúncia e esquecimento ou vício em meus azuis anúncios. Desejo ver na minha nudez a serenidade que cobre a fuga, o jejuar da palavra, a migração das mariposas sem destino. Ou ninguém. Angelical e temporário, persistente como a juventude, como o sol que se recolhe numa pausa sem pálpebras.
Não me dei conta das escalas profusas, das perfurações que se desprendiam numa linha indevassável e quase definitiva, inquirindo-me impiedosamente, onde eu havia perdido o melhor de mim. Onde estive quando não estive comigo?
Arrependo-me, mas não é suficiente... um pássaro sem murmúrios adormece-me o peito, como cios que não se findam, como a sombra que ilumina a estranheza difundida nas pupilas. Porque é o sol que faz girar a flor. Porque os olhos se acostumam com a luz e aceitam a circularidade retornando àquilo que precede e ofusca. Porque é necessário ser todos e nenhum.
Tere Tavares Também falou sobre o texto a escritora italiana Ornella Dina Marinani

(Marinella Dina):

Prosa poetica dell'amica Tere Tavares:

"Non so se è chiudendo gli occhi che mi riservo in un rumore dove i bozzoli non vibrano. Sono una canzone che naviga impervia nello spessore del limbo, un'erba errante che soccombe sulle pietre, esente dalla saggezza delle vendemmia e dai favi. L' angoscia è una griglia invisibile, un desiderio di gocce e fuoco che mi disarma. Con questo piccolo paio di lune voglio tacere l'incendio, l'acqua, i fini, l'ergersi delle epoche.
La voce di ciò che amo è un sorriso, un salvataggio che si dissipa per disordine. La mia pelle è una canoa che decide il momento di essere sorgente, fiume, mare e foce."
Leggete quanta bellezza sa rendere Tere in poche righe. Ogni volta ne rimango colpita. ..è un incessante rimando a qualcosa di simbolico, che mi risuona dentro.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Canções Mínimas e pinturas de Tere Tavares

"Canções Mínimas e pinturas de Tere Tavares"

Meus agradecimentos à Revista Ser MulherArte pelas publicações: 
um presente especial para iniciar 2021. Muito honrada pela oportunidade.

Link para leitura e acesso:

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Arte em toda parte- Premiações

 "O MUNICÍPIO DE CASCAVEL e a SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA E ESPORTES - SECESP - EDITAL ARTE EM TODA PARTE: tornam público para conhecimento dos interessados, o presente edital com a finalidade de regulamentar a seleção e contratação de projetos e serviços de artistas, grupos artísticos e empresas do ramo cultural e artístico para serem contemplados pela Lei Federal nº 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc, o qual abrangerá as diversas áreas culturais previstas no art. 19 do Decreto Municipal de n°13.921/2017, a ser veiculado nas mídias sociais e compor acervo da Secretaria Municipal de Cultura e Esportes."

Apresentei um projeto de Artes Visuais e dois projetos de Literatura que, para muita alegria minha, foram classificados e comtemplados:
1) Artes Visais: "Buquê de Flores" - arte digital - Impressão em canvas - 85 x 65 cm - 2019
2) Literatura: Livro "Campos errantes"- contos- Editora Penalux-2018
3) Literatura: Livro "Folhas dos dias" -ensaios- Selo Ser MulherArte Editorial- 2020.
Toda a gratidão à minha família;
aos amigos e amigas;
leitores e leitoras e todos(as) artistas!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Poema de Tere Tavares - Vídeo-leitura

 Um presente que recebi do escritor Marcio Sales Saraiva, a leitura de um poema do livro
 "Na ternura das horas" - ensaios-  2017.

Para ouvir e ver acessar o link abaixo:



https://www.youtube.com/watch?v=26Jv_yUILRw

Tere Tavares - um conto publicado no Ruído Manifesto

 Gratidão à Divanize Carbonari e ao Ruído Manifesto por esse presente! 


Um conto de Tere Tavares

Tere Tavares nasceu em São Valentim, RS, 
é poeta, contista, ensaísta e pintora. 
Desde 1983, reside em Cascavel, PR, Brasil. 
É autora de nove livros publicados: Flor Essência (poesia, 2004 ), 
Meus Outros (poesia, 2007), Entre as Águas (contos, 2011), 
A linguagem dos Pássaros (poesia, Editora Patuá, 2014), 
Vozes & Recortes (contos, Editora Penalux, 2015), 
A licitude dos olhos (contos, Editora Penalux, 2016), 
Na ternura das horas (ensaios, Editora Assoeste, 2017), 
Campos errantes (contos, Editora Penalux, 2018), 
Folhas dos dias, e-book (ensaios, Selo Ser MulherArte Editorial, 2020). 

Participa de antologias no Brasil e Exterior, mídia impressa e eletrônica. 
Integra a Academia Cascavelense de Letras. 
Edita o blog: http://m-eusoutros.blogspot.com.
Facebook: https://www.facebook.com/tere.tavares.1/


Abaixo o link para leitura:
http://ruidomanifesto.org/um-conto-de-tere-tavares/?fbclid=IwAR1qtT7N6Bm_jd9sqhW1GZqH48KSKA26bGyTHMWRic5jGwNgD0A2HjbMln

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Três textos de Tere Tavares publicados no Museu da Língua Portuguesa

Com o objetivo de ajudar as pessoas a lidar com os sentimentos advindos da pandemia, o Museu da Língua Portuguesa, lançou o projeto 'A Palavra no Agora’, que estimula o público a pensar e processar esse momento de pandemia a partir de exercícios de escrita

Mais três textos, de minha autoria, foram publicados em 22 de Outubro de 2020 𝐀 𝐏𝐀𝐋𝐀𝐕𝐑𝐀 𝐍𝐎 𝐀𝐆𝐎𝐑𝐀 .
Acessem os links para leitura:


 https://noagora.museudalinguaportuguesa.org.br/tere-tavares-6/ 










Meus agradecimentos à equipe que coordena esse projeto junto ao Museu da Língua Portuguesa, pelas publicações e grande dedicação para poder levar ao mundo inteiro as impressões do Brasil sobre o que se vive No Agora. 

Tere Tavares é poeta, contista, ensaísta e pintora, autora de nove livros publicados: Flor Essência” (poesia 2004), “Meus Outros” (poesia 2007), “Entre as Águas” (contos 2011), “A linguagem dos Pássaros” (poesia Editora Patuá 2014), “Vozes & Recortes” (contos Editora Penalux 2015), “A licitude dos olhos” (contos Editora Penalux 2016), “Na ternura das horas” (ensaios Editora Assoeste 2017), “Campos errantes” (contos Editora Penalux 2018), “Folhas dos dias”, e-book, (ensaios, Selo Ser MulherArte Editorial, 2020). Integra várias Antologias e Coletâneas, no Brasil e no Exterior.

Participante de cinco coletâneas, categoria contos, editadas em Portugal: "A arte pela escrita III" (2010) "Cartas ao Desbarato" (2011), "A arte pela escrita IV" (2011), “A arte pela Escrita VIII” (2015), e “A arte pela escrita IX” (2016). Consta com trabalhos de prosa e poesia premiados nas “Antologias Febraban” (2007) e (2009). Integra as Antologias: “Saciedade dos Poetas Vivos” Vol 11 (2010) em “Blocos onLine”, “Contologia” da Revista “Arraia PajeurBR” 4, (2013), “Antologia Poética 29 de abril o Verso da Violência" (Editora Patuá 2015)”,  “Sobre lagartas e borboletas” (Selo Editorial Scenarium 2015), “Aquafúria - Uma antologia de Poetas Sedentos" (2015)“Diversos –Poesia e Tradução- Edições Sempre em Pé”, PT (2016),  I Antologia Digital de poesia “Porque somos Mulheres” da Revista Ser MulherArte (2020). Antologia “Parem as máquinas” Selo Off Flip 2020, nas categorias Poesia, Conto e Crônica.

Publicações na Internet: “Cronópios”, “Histórias Possíveis”, “Blocos on line”, “Musa Rara”, “Diversos Afins”, “Germina – Revista de Literatura e Arte”, “Escritoras Suicidas”, “Mallarmargens – Revista de Poesia e Arte Contemporânea”, Revistas “Fénix-Logos”- PT e “EisFluências”- PT, Revista “Soletras” de Moçambique, Revista “Vitabreve” – Revista de Arte e Cultura, “Acrobata- Literatura, artes visuais e outros desequilíbrios”, “Amaité Poesia & Cia”, “Fotos e Grafias”, “Escrita Droide”, “Quatatê: Página Brasileira de Poesia do Mundo”,Revista Ser MulherArte”, entre outras. 
Participou da Mostra “Poesia Agora” (2015).. Foi convidada, em 2018 para entrevista ao “Como eu escrevo”, e, em 2020 para o “Café Pós-moderno” da “OBVIOUS”, sediada em Portugal, PT. Em 2020, teve diversos textos publicados no MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA: Projeto “A Palavra no agora”, 2020. Participa do portal lusófono litero-artístico “EscrtArtes”. Integra a Academia Cascavelense de Letras.




quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Dois textos de Tere Tavares publicados no Museu da Língua Portuguesa

Com o objetivo de ajudar as pessoas a lidar com os sentimentos advindos da pandemia, o Museu da Língua Portuguesa, lançou o projeto 'A Palavra no Agora’, que estimula o público a pensar e processar esse momento de pandemia a partir de exercícios de escrita.

Dois textos, de minha autoria, foram publicados em 2O de Outubro de 2020 𝐀 𝐏𝐀𝐋𝐀𝐕𝐑𝐀 𝐍𝐎 𝐀𝐆𝐎𝐑𝐀 .
Acessem os links para leitura:

https://noagora.museudalinguaportuguesa.org.br/tere-tavares-5/


https://noagora.museudalinguaportuguesa.org.br/tere-tavares-4/



Meus agradecimentos à equipe que coordena esse projeto junto ao Museu da Língua Portuguesa, pelas publicações e grande dedicação para poder levar ao mundo inteiro as impressões do Brasil sobre o que se vive No agora. 

Tere Tavares, escritora e pintora, autora de nove livros publicados: Flor Essência” (poesia 2004), “Meus Outros” (poesia 2007), “Entre as Águas” (contos 2011), “A linguagem dos Pássaros” (poesia Editora Patuá 2014), “Vozes & Recortes” (contos Editora Penalux 2015), “A licitude dos olhos” (contos Editora Penalux 2016), “Na ternura das horas” (ensaios Editora Assoeste 2017), “Campos errantes” (contos Editora Penalux 2018), “Folhas dos dias”, e-book, (Ensaios, Selo Ser MulherArte Editorial, 2020). Integra várias Antologias e Coletâneas, no Brasil e no Exterior.



Destaque de artigo -Tere Tavares - obvious -Portugal

 "Temos o prazer de lhe comunicar que o artigo escrito por sí, vai ser destacado na HP principal da obvious. Esta é a página com maior visibilidade do site e destinada a fornecer a maior visibilidade ao seu trabalho. Nos próximos dias (2-8 dias), procederemos também à promoção do artigo nas nossas redes sociais. O Artigo será ainda divulgado nas nossas newsletters com mais de 70.000 assinantes nos países de língua portuguesa. Alice Rocha. Editora".

Para leitura acessar o link abaixo:

http://obviousmag.org/cafe_posmoderno/2020/tere-tavares-e-as-palavras-como-pinceladas-sobre-o-mundo.html?fbclid=IwAR1Tmfvx0usi_aEsv2B5bUNoPgIGjIwVbuaETJbC4jtVRADd4LF6WE0neyw

Marcio Sales Saraiva é o editor, no Brasil, da coluna Café Pós-Moderno na obivious, PT. Gratidão ampla e irrestrita a todos e todas.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Dois textos publicados no Museu da Língua Portuguesa - Projeto: 'A palavra no Agora'

Com o objetivo de ajudar as pessoas a lidar com os sentimentos advindos da pandemia, o Museu da Língua Portuguesa, lançou o projeto 'A Palavra no Agora’, que estimula o público a pensar e processar esse momento de pandemia a partir de exercícios de escrita.

Dois textos, de minha autoria, foram publicados em 21 de setembro de 2020 
𝐀 𝐏𝐀𝐋𝐀𝐕𝐑𝐀 𝐍𝐎 𝐀𝐆𝐎𝐑𝐀 .

 
Meus agradecimentos à equipe do Museu da Língua Portuguesa, pelas publicações.

Para leitura. acessar os links indicados:


https://noagora.museudalinguaportuguesa.org.br/tere-tavares-2/ 

https://noagora.museudalinguaportuguesa.org.br/tere-tavares-3/







terça-feira, 15 de setembro de 2020

Entrevista concedida à Obviuos - Café Pós-moderno

"A obra da escritora e artista plástica Tere Tavares é intensa e leve, profunda e visual, agridoce no ponto certo. Conheça mais desta paranaense que fez deste mundo uma janela mais além".  Marcio Sales Saraiva, editor do Café Pós-Moderno  #cafépósmoderno 


A "Obvious", sediada em Portugal, em seu Café pós-moderno, realiza um trabalho lindo, de grande alcance na divulgação do que é produzido em Literatura no Brasil. 
A coluna Café Pós-moderno já é a que recebe o maior número de leituras, em muitos e variados países.
Sinto-me honrada e agradecida por fazer parte dessa trupe.

Para leitura, basta acessar o link abaixo.

Visitem, curtam, surpreendam-se. 

http://obviousmag.org/cafe_posmoderno/2020/tere-tavares-e-as-palavras-como-pinceladas-sobre-o-mundo.html

TERE TAVARES E AS PALAVRAS COMO PINCELADAS SOBRE O MUNDO


terça-feira, 8 de setembro de 2020

Publicação no Museu da Língua Portuguesa. Projeto 'A palavra no Agora'


Com o objetivo de ajudar as pessoas a lidar com os sentimentos advindos da pandemia, o Museu da Língua Portuguesa, lançou o projeto: 'A Palavra no Agora’, que estimula o público a pensar e processar esse momento de pandemia a partir de exercícios de escrita.

Um dos meus textos, para o projeto: 𝐀 𝐏𝐀𝐋𝐀𝐕𝐑𝐀 𝐍𝐎 𝐀𝐆𝐎𝐑𝐀 foi publicado em 26 de agosto de 2020. Meus agradecimentos à equipe do Museu da Língua Portuguesa.







Estamos distantes, mas juntos em pensamento. Sabemos, e como é triste sabermos, que nada, nada será como antes. E como é interminável essa normalidade que nos é subtraída continuamente, como um sino brutal a destoar da alegria.

Do abraço. Do aperto de mão. Da segurança que tínhamos antes de sermos algemados pela Covid-19. Que emboscada à vida. Que desfalecimento nos abate a cada vez que pensamos ousar mais um passo, uma saída. A vacina vai demorar.

Até lá, restamos, imbuídos de flores libertárias e desejos ressecados de mostrar o nosso rosto sem a máscara da derrota. Venceremos. Venceremos. Uma estranha felicidade nos embala até o dia seguinte, o mês seguinte, o ano seguinte? Quem sabe? Estamos vivos. E, por enquanto, é esse o nosso milagre.

Tere Tavares, Cascavel (PR)

Resenha do livro 'Folhas dos dias' de Tere Tavares

Resenha sobre o livro 'Folhas dos dias' de Tere Tavares

Em ‘Folhas dos Dias’ Tere Tavares surpreende inclusive a mim, que há tempos acompanho com certa assiduidade o que vem a público de sua lavra em livro ou em seu blog ou alhures. 

"... o que tu vês és tu. O que tu lês és tu. O que tu sentes és tu. E sou eu. E nós ".

Só desse pequeno extrato haveria muito o que dizer. Em suma, é sua arte que aqui se põe a descrever esse intercâmbio de almas entre a autora e seu leitorado com tal explicitude que, repito, me surpreendo ao perceber que é isso mesmo, sim, mas como ela o diz bem. Ficou lindo. Que síntese! Uma instância autoral do que pouco mais adiante ela mesma chama de "...magia artística da enormidade chamada literatura".

A presente obra deixa entrever um pouco de sua interessante cosmovisão que percorre nosso momento histórico atual com esse olhar a um só tempo compreensivo e indignado, tudo sem extremos. No tom. 

Seu olhar de pintora busca aqui o detalhe mais miúdo, ali toma a distância adequada que permita uma visão de conjunto. Ora são as condições meteorológicas em sua região, ora a lamentável situação social e política do momento brasileiro, que com treinado senso de composição ela representa num mosaico textual de ótimo estilo.

A condição feminina tem, naturalmente, seu lugar de honra na presente obra nas passagens onde é diretamente referida e ainda aí com impressionantes equilíbrio e sobriedade. 

Em ‘Folhas dos Dias’ a bem sortida palheta literária de Tere Tavares traz inclusive mais um requinte: o da expressão poliglota, com trechos em italiano, em espanhol ou inglês casualmente se alternam, engastados no conjunto. Até umas rápidas pinceladas de latim. Biscoito muito fino, tudo.

Boa leitura.

João Batista Esteves Alves

Escritor, poeta e tradutor