domingo, 26 de abril de 2015

Publicação de poemas na Revista Acrobata





Para o amigo Demetrios Galvão.
Qual a minha emoção ao abrir a correspondência e ver a Acrobata mostrando-me a feitura, finíssima feitura aliás. Mais uma agradável surpresa me felicitou ao ver meus poemas publicados na primeira página! Quanta alegria!
E ao percorrer a Acrobata, a cada nova página, autor, ilustrações, textos riquíssimos, meu entusiasmo pela Literatura aumentava. Parabéns a todos os participantes dessa edição. Faço o registro, com essas fotos, desse presente inefável. Obrigada ao corpo editorial da "Acrobata-Literatura Audiovisual e outros Desequilíbrios".

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Aqui passaram penas




Aqui passaram penas.

Foi o gato.
Ontem a noite.

Por isso os ratos Hoje.

https://www.facebook.com/tere.tavares.1

As poetas Adriane Aneli Lagrasta e Chris Hermann  publicaram  esse poema na page Boca a penas.
Obrigada, sempre, amigas.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Participação de atividades na Academia de Letras de Toledo, PR.

Participamos, no último dia 06/04/15, de atividades na Academia de Letras de Toledo.Foram momentos de partilha e aprendizado. Adoramos a enriquecedora experiência.Gratidão imensa à Academia de Letras de Toledo e todos os seus integrantes, pelo convite, partilha e calorosa recepção. Abraço a todos.



Compondo a mesa de honra da ALT.


A troca de novos livros.

terça-feira, 17 de março de 2015

Dia Mundial da Poesia em Cabo Verde

Uma honra ter sido convidada a participar desse Evento; Ainda que à distância, saber-me lida nesse Sarau Poético é motivo de emoção e alegria. Muito Obrigada aos Organizadores e demais participantes; especialmente ao amigo e escritor Nuno Ferreira Rebocho.

Matéria completa no link:

http://www.africa21online.com/artigo.php?a=11024&e=Cultura

sexta-feira, 13 de março de 2015

Clemente

Pescador ao por do sol - ost- 35x70 - 2009 Tere Tavares
Clemente

O sol sumia por entre as pedras entristecidas. As ondas, como enormes maços de nostalgia, esparramavam-se incansavelmente sobre a imensidão difusa da praia.

Era uma vez um desvairado pairando sobre a vastidão. Atravessou a crueza da sombra e foi ter com os rochedos. Era possível que estivesse num lugar onde provasse toda a sorte de sensações. Seu objetivo era o lado oposto. Lá encontrou ondas maiores e ameaçadoras. Alguém vendia ilusões a cinco reais.

Resolveu retornar ao lugar de onde viera. Sentia-se vigiado. Sequer se lembrava dos seus. No brilho dos finos grãos de areia, como redigidos por uma estrela de meio-dia, lia-se o motivo de cada ser que ali houvesse aportado. Seriam legíveis aos outros os passos que dava na mesma proporção que lhe eram nítidos os rastros dos outros?

O desvairado, contorcido pelas bifurcações do pensamento, almejava estar diante de outro cenário. Mal podia conter o torpor da sua terrível ansiedade. “Deves sentir cada direção escolhida, seja como for”. Aplaudiu ao sinal como quem se agarra ao intransponível. “Terás de sentir também esses ares recém plantados, e os infinitos. Queres? Quem sabe as areias movediças? Não recomendo que te satisfaças tão rapidamente”.

Atendeu sorrindo com a febril consciência de um ponto sem ponto. Provara a todos e a si mesmo – a mente liberta o fazia sentir-se lucidamente fecundo, eufórico. O primeiro nascimento, o segundo viver, o terceiro término. Não lutou contra a canção espiralada no peito. Brincou com os seixos. Guardou alguns búzios. Não se tornaria opaco outra vez. Era como se repartisse a própria vida sobre um tabuleiro interminável, o delírio cinza e sublime – sem perceber a loucura que o acompanharia até o céu.

do livro "Entre as àguas" (prosa 2014)
pintura: "Pescador ao por do sol" - ost- 35x70- 2009 By Tere Tavares