Na edição número 99, março de 2015, da Revista "Diversos Afins" estou na página
"Dedos de Prosa III" com dois contos: " O Colorista" e "Sub-reptício".
Agradeço aos "leveiros" Leila Andrade e Fabrício Brandão pela publicação.
A ilustração é da artista plástica Alessandra Bufe Baruque.
Para leitura acessem:
http://diversosafins.com.br/?p=9475
ou
http://diversosafins.com.br/
Bom passeio!
sexta-feira, 13 de março de 2015
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Cinquenta tons de gris
Cinquenta tons de Gris
Ou para ilustrar meus Brasis
Um defeito
Um mal feito
Um jogo de fogo
Escondido
Temido
Sem hora nem jogo
Um joio
Um fogo
Um tombo no povo
É festa
É funesta
É a fresta de novo
Um defeito
Um mau jeito
Uma faca de névoa
Não é bomba nem sombra nem água demais
É camuflagem é corrupção é mil e um carnavais
É você do outro lado
É você crucificado
Pelo jeito
Pelo mal feito
Pela norma no chão
Pela lei não cumprida
Pela pátria falida
Pela lei do cão.
É um chega que grita e não é ouvido
É uma alma aflita
[Não é uma. É um milhão]
É o roubo indevido
É uma pobre nação.
É uma corda bamba
Virando samba-canção.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Tempestade Urbana é Movimento
![]() |
| "Observadores" -2007 - Técnica Mista- 40x50 BY Tere Tavares. |
TERE TAVARES responde ao desafio:
O QUE É TEMPESTADE URBANA PRA VOCÊ?
Tempestade Urbana é Movimento.
Movimento Tempestivo.
Poema Publicado na page "Tempestade Urbana":
https://www.facebook.com/tempestadeurbana/photos/a.497771583691274.1073741829.497751130359986/592300237571741/?type=1&fref=nf&pnref=story
Aqui o Projeto "Do ovo ao voo":
https://www.facebook.com/tempestadeurbana/photos/a.543201739148258.1073741835.497751130359986/590495657752199/?type=1&theater
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Máscara Brasileira/Carátula Brasileña
Poema (bilingue) publicado no espaço Tempestade Urbana. Grata a Adriana Aneli Costa Lagrasta pelo honroso convite à participação do Projeto "Do ovo ao voo".
Máscara Brasileira
Não definiu a proposta
As formas mais simples.
O que governa
Não escreve a boa tradição.
Na atualidade
E desde sempre
De há muito tempo
Não é o verdadeiro eu que conta
Antes a concepção mais falsa
Do que deveria ser honestidade.
Canta o povo
Dança seu coração
Não obstante
De novo
Canta o povo
Dança seu coração
Sua alma se perde
Ele não tem que mudar por obrigação
Contudo pode mudar seu tortuoso caminho
Com seu grito de asas abertas
De inconformismo
By Tere Tavares
Carátula Brasileña
No definió la propuesta
Sensilamente las formas.
Lo que gobierna
No escribe la buena tradición.
En la actualidad
Y desde siempre
Hace mucho tiempo.
No es el verdadero yo que cuenta
Si no la más falsa concepción
De lo que debería ser honestidad.
Canta el pueblo
Baila su corazón
Sin embargo
De nuevo
Canta el pueblo
Baila su corazón
Su alma se pierde
Y él no tiene que cambiar por obligación
Y todavía puede cambiar su estorbado camino
Con su grito de alas abiertas
De no conformidad.
By Tere Tavares
Máscara Brasileira
Não definiu a proposta
As formas mais simples.
O que governa
Não escreve a boa tradição.
Na atualidade
E desde sempre
De há muito tempo
Não é o verdadeiro eu que conta
Antes a concepção mais falsa
Do que deveria ser honestidade.
Canta o povo
Dança seu coração
Não obstante
De novo
Canta o povo
Dança seu coração
Sua alma se perde
Ele não tem que mudar por obrigação
Contudo pode mudar seu tortuoso caminho
Com seu grito de asas abertas
De inconformismo
By Tere Tavares
Carátula Brasileña
No definió la propuesta
Sensilamente las formas.
Lo que gobierna
No escribe la buena tradición.
En la actualidad
Y desde siempre
Hace mucho tiempo.
No es el verdadero yo que cuenta
Si no la más falsa concepción
De lo que debería ser honestidad.
Canta el pueblo
Baila su corazón
Sin embargo
De nuevo
Canta el pueblo
Baila su corazón
Su alma se pierde
Y él no tiene que cambiar por obligación
Y todavía puede cambiar su estorbado camino
Con su grito de alas abiertas
De no conformidad.
By Tere Tavares
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
A mulher dos cabelos encaracolados
![]() |
| Branca By Tere Tavares - Aquarela- 2014 |
Tinha os olhos desgrenhados, a boca em forma de coração, um olhar quase escondido, angustiado, mas via, e intuía. Algo a impulsionava a seguir sem importar-se com o que diriam os outros, aqueles que a conheciam ou viessem a conhecê-la. Gostava de olhar-se no espelho, conferir o delineador, o batom, a tez e os cabelos, sim, aqueles cachos assemelhavam-se às uvas maduras pendidas das parreiras — transportou-se, em segundos, para o tempo em que vivera em meio aos pomares e às hortas, às ervas e relvas, conhecia as plantas medicinais, as frutas silvestres, as borboletas, os pássaros, os matagais, os murmúrios das florestas, onde havia cedros e araucárias, as estradas e as encruzilhadas, as colmeias, os bichos e seus chiados, como um inescrupuloso encontro entre amor e mais amor. Afugentou-se pelas ruas aquecidas da metrópole, agora sua paisagem era a corrida inconsumível de um dia-a-dia que jamais se adiava. E, no entanto, passava, passava, passava. E aquele breve e infindável instante em que permaneceu, como se andasse para trás, revelou-se na magia de um legado que alguém lhe havia reservado. Não perdeu a graça nem o santo nem o pranto nem o tempo. A cada tremular estrutural do seu corpo, a cada passo, assegurava-se de guardá-lo, como uma apólice a garantir-lhe alguma proteção vinda do aparente desconhecido. Como no dia em que lhe arrancaram a bolsa do braço e o celular e o relógio e o camafeu e os anéis e algumas gotas de sangue — e o corpo, a vida, não fosse o amuleto.
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